sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Uma Palavra Velha

foto: Divulgação


Tenho lido dois tipos de intelectuais contemporâneos: os niilistas e os engajados. Vamos combinar que niilismo aqui seja sinônimo de "tanto faz, morreremos todos de qualquer jeito". Pois bem, os niilistas são deliciosos, mas são como desafios matemáticos lúdicos: fazem-nos pensar, e só. Os engajados são asquerosos, como podem ser tão cínicos? Tão crentes da religião multiculturalista que precisam gritar contra o cristianismo, contra o Ocidente, no mesmo tom que o pastor pentecostal grita contra o demônio?
 
Estava a pensar na pobreza que é uma intelectualidade resumida a niilistas e engajados, quando dou com Pedro Mexia e uma palavra velha, desusada: consciência. Será que li direito? Não estará Mexia a fazer troça? Leio, releio, confiro o contexto. Sim, Pedro Mexia declara ter uma consciência (no sentido de superego ou sentimento de culpa). Ora, Pedro, há muito não há mais consciências, se é que existiram um dia. Carlos Drummond de Andrade morreu faz tempo.

Consciência, Pedro Mexia? E a partir de um pessimismo agostiniano? Estou chocado. Gratamente chocado, diga-se. Fale-nos mais sobre essa palavra tão desusada, tão velha, tão ausente, na Flica, Pedro Mexia.

Aurélio Schommer

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